O turista que não percebe o menu pede o mais fácil — ou vai-se embora. Ter o menu noutro idioma não é luxo: é venda direta na costa, em grandes cidades e em zonas com muitos estrangeiros. Um «menu please» em agosto não se resolve a traduzir de memória entre duas comandas.
Em Jávea, na Costa Brava ou num centro histórico com dia de cruzeiro vê o mesmo padrão: a mesa espera, a sala improvisa e o prato caro fica por pedir porque a descrição não era clara. O papel em três idiomas parece solução, até subir o peixe e só uma das três tiragens estar atualizada. Aí tem de novo a mesma discussão à mesa — só que em inglês.
Erros habituais
- Menu impresso só em espanhol e o empregado a traduzir de memória na hora de ponta.
- PDF em inglês desatualizado face ao menu em espanhol.
- Depender do Tradutor Google em direto (lento e por vezes incorreto com nomes de pratos).
- Imprimir três idiomas em papel e atualizar só um quando muda o preço do peixe.
O Tradutor Google à mesa é lento, embaraçoso e incerto com nomes da casa. «Patatas bravas de la abuela» não precisa de um equivalente forçado; têm de ficar claras a descrição e os alergénios. O turista quer saber se leva picante, não se mudou o nome do prato.
O que funciona melhor
Um menu digital com seletor de idioma: o cliente escolhe bandeira ou idioma e vê nomes e descrições traduzidos. Mantém um único menu no painel; as traduções guardam-se por prato e categoria. A preferência pode recordar-se em cookie para a visita seguinte.
Na CartaDigitalizada o seletor usa bandeiras (PNG), não letras tipo «ES» que no Windows por vezes aparecem partidas. O idioma do menu não tem de ser o da landing: um local em Jávea pode ter o sítio do SaaS em espanhol e o menu em espanhol mais inglês mais francês. O QR continua a apontar para o mesmo slug; só o conteúdo muda de idioma. O cliente não instala uma aplicação.
Comece pelo essencial
Não precisa de traduzir 80 pratos no primeiro dia. Priorize categorias, alergénios e os 15 pratos mais vendidos. O resto pode ir-se acrescentando. No plano Grátis usa um só idioma (o que escolher como principal), mais pesquisa, destaques, alergénios da UE, etiquetas, aviso de horário, avaliações e partilha de um prato. O multilingue é Premium: idiomas extra, com seletor no menu público.
Os alergénios (14 da UE mais vegano opcional) e as etiquetas dietéticas (sem glúten, vegetariano, picante, km0…) mostram-se com ícones. Percebem-se em qualquer praia, mesmo que o visitante leia mal o idioma. O ícone não substitui o texto legal nem a pergunta sobre uma alergia grave; reduz o «glúten?» em cada mesa.
Para entrar no painel não precisa de verificar o e-mail. Pode publicar o idioma principal no mesmo dia e acrescentar o extra quando o Premium estiver ativo. Até premir «Guardar idiomas» no painel, o servidor só aceita traduções dos extras já guardados. Não preencha vinte campos e saia sem guardar: pareceria que «não funciona».
Reservas e idioma
Se ativar reservas (Premium), o correio ao cliente pode ir no idioma com que reservou. O dono recebe o aviso em espanhol. Evita em agosto o «não percebi a confirmação». O formulário público de /{slug}/reservar respeita o idioma ativo do menu.
O Premium (9,99 €/mês ou 7,99 € no anual) junta o multilingue a 4 modelos, QR personalizável, reservas e estatísticas. O Básico (4,99 €/mês, 3,99 € no anual) fica num idioma, mas dá-lhe fundo, cores, tipografia, menu do dia, lista do cliente e PDF. O bloco de idiomas em Grátis e Básico vê-se com cadeado, como o fundo do menu: não é um 404, é um plano. O Enterprise (299 € mais 29 €/mês) é um sítio à medida, não um plano do painel. O registo de ponto (11,99 €/ano) é outra aplicação, para a equipa.
Costa, cidade e época
Na época alta o segundo idioma paga-se sozinho: menos tempo à mesa a explicar o menu e menos pratos devolvidos. Na época baixa pode deixar as traduções publicadas; não ocupam papel no armazém. Se num ano não abrir em novembro, o aviso de horário cobre o encerramento sem apagar o inglês.
Não traduza nomes próprios de pratos se forem marca da casa. Traduza a descrição e os alergénios. Mantenha clara a moeda do menu (euro por defeito, independente da Stripe). Não misture duas moedas no mesmo menu público.
As estatísticas (Premium) dizem-lhe se o menu se abre, não se o peixe está bom. Se as visitas são altas e um prato fica parado, muitas vezes falham a foto ou o preço — ou a tradução é ambígua. Não substitui a pergunta na sala: «Conseguiu abri-lo?».
Como publicar sem caos
- Fixe o idioma principal do local (o da sala e o da cozinha).
- Acrescente um extra (quase sempre inglês) e traduza categorias mais os 15 de topo.
- Reveja alergénios: o ícone não substitui o texto legal, mas sim o «glúten?» de cada mesa.
- Teste o seletor num telemóvel a sério e recarregue: deve recordar o idioma.
- Mostre à equipa onde está a bandeira; se não a virem, não a oferecem.
O QR não muda quando acrescenta um idioma. A mesma descarga 600×600 do plano Grátis continua válida. Não imprime uma tiragem em três idiomas nem a deita fora quando sobe o peixe. Guarda o preço uma vez; o cliente escolhe a bandeira. É um menu para turistas que não transforma a sala num intérprete.